Vapores


Encantamento

 

Seus olhos-borboleta

batem em câmera lenta.

Asas para os azuis

no avesso do casulo.

 

(Foto de Sissy Eyko)



Escrito por Ana P. às 13h53
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Amores perros

Cãozinho mascava chicletes cor-de-rosa

e me fitava pela imensa bolha.

Era tão quente e redondo o ar

que meu coração, de sopro açucarado, explodiu.

* * *

Cãozinho me confunde:

ora quer cafuné,

ora não qué.

* * *

Escute:

não precisa ser scott para ser cult.

Meu cãozinho bebe uísque e yakult.

 

Imagem de Avani Stein.



Escrito por Ana P. às 22h13
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Esquecimentos

Chove e e e e

e o tempo escorre.

A memória dorme no ármário,

num guarda-chuva fechado.

 

Imagem de Victor Andrade



Escrito por Ana P. às 10h19
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Quântica aquática

Embaixo da terra correm águas

e dormem pedras. Mergulho para encontrar

o girino que ainda sou.

 

(Foto de Ana Regina Nogueira)



Escrito por Ana P. às 01h01
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Nó no latex

 

Nó no latex

amor estrangulado

quase-filhos afogados

e lixo 



Escrito por Ana P. às 00h53
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Ser tão

 

Big bang de carne explodida

Eram só céu arreitado de estrelas.

E ele disse na língua ardida:

- Fundo buraco negro.

(poema para foto de Nair Benedito)



Escrito por Ana às 20h06
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Na adega

 

Céu de vinho

noite de uva

tua, turva

 

Vida de veludo

festa das salivas

sob o céu das bocas



Escrito por Ana às 19h57
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Leve

 

Pluma rasante

em ninho de anjos

 

Uma queda me despena

 

Junto aos galhos e à grama

há o peso de ser terrena



Escrito por Ana às 19h56
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Bomba anatômica

Luz azul num sofa radioativo:

 

Pele-antena

Pêlos ligados

Ruídos para a comunicação

Ais uis ais (je suis)

 

Onde estariam as tomadas?

Amor sem vias, perdidos satélites

 

Transmissão de (bem) dados:

Transa-míssel (i missed you)

Transa-missão  (i miss you a lot)



Escrito por Ana às 19h56
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Coração lua de vento

vida brisa

fino sopro no corpo ardendo

sai sai sai

 

Coração relógio do tempo

desponteiriza

os segundos, o momento

vai vai vai

 

O canto é tarde, me sento

ávida vida, me brisa, por dentro



Escrito por Ana às 19h55
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No seu corpo, harpa

veias vibrantes cordas

notas corporais

pingos águas bailarinas

corpos musicais

 

Ouço silêncio de sinos

o infinito é sem ritmo

vaga suspensa melodia

voam badaladas de saudade

venta peito, soprar não posso

 

Desconhecidos são os caminhos do som



Escrito por Ana às 00h25
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Noite Alta

No céu

O breu e o brilho

São lisos



Escrito por Ana às 12h57
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Mingüante

você nunca me viu

:sou a sombra da lua.

essa tiara de brilhos

foi você quem me deu.

sem ela sou opaca

e escura

como os olhos seus.



Escrito por Ana às 12h56
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Risca a página

(muitas vezes)

Arrisca a faísca

de um fogo rosa

: artefícios

(que ninguém viu)

 

A palavra é arisca.

 



Escrito por Ana às 12h54
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Paulistanas (1)

Manhãzinha. Apesar do

Asfalto, passarinhos

Picam

Os grãos da noite que

foi maior que a copa das

Árvores.



Escrito por Ana às 10h52
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